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Finanças

Englobar ou Não Englobar? Como Pagar Menos IRS com Uma Simples Escolha

3 min de leitura

Se já preencheste o IRS, é provável que tenhas visto a palavra englobamento e ficado na dúvida. Neste artigo explico o que é e como esta escolha pode mudar o valor que pagas (ou recebes) no fim do ano.

Não precisas de perceber de finanças nem de contabilidade. Vamos manter as coisas simples! E se precisares de uma introdução ao imposto, lê primeiro Sabes o que é o IRS?.

O que é o englobamento?

Englobar é juntar os vários rendimentos que tiveste durante o ano para calcular o IRS sobre o total.

Há rendimentos que, por regra, pagam imposto à parte, com uma taxa fixa. É o caso dos juros de depósitos e dos dividendos de ações, que pagam 28% (a chamada taxa liberatória), retidos logo pelo banco ou pela corretora.

Se escolheres englobar, esses rendimentos juntam-se ao teu salário e passam a pagar a taxa progressiva do IRS: quanto mais ganhas no total, maior a percentagem de imposto.

Quando é obrigatório?

O salário e as pensões entram sempre no cálculo do IRS. Aqui não há escolha.

Para outros rendimentos, como juros, dividendos, rendas de casas ou ganhos com a venda de ações, a regra é pagarem uma taxa especial à parte, e tu podes escolher englobá-los.

A regra de ouro: é tudo ou nada

Se optares por englobar, tens de incluir todos os rendimentos desse tipo. Não podes englobar só os que te dão jeito e deixar os outros de fora.

Quando compensa englobar?

  • Rendimentos baixos ou médios: pode compensar. As taxas do IRS nos primeiros escalões são mais baixas do que 28%, e podes acabar por pagar menos (ou receber de volta parte do que te reteram).
  • Rendimentos altos: normalmente não compensa. Englobar pode fazer-te pagar uma taxa bem acima dos 28%.

Um pormenor importante: os dividendos de empresas com sede em Portugal ou na União Europeia, quando são englobados, só contam por metade do valor. Isto torna o englobamento ainda mais interessante para quem tem rendimentos mais baixos. Falei de dividendos em Descobre o Poder dos Dividendos.

E uma exceção: quem está no último escalão do IRS é obrigado a englobar os ganhos com ações vendidas menos de um ano depois de compradas.

Como funciona o cálculo?

  1. As Finanças somam os teus rendimentos: salário, pensões e os que decidiste englobar.
  2. Tiram as deduções específicas (por exemplo, as contribuições para a Segurança Social) e chegam ao rendimento coletável.
  3. Aplicam as taxas dos escalões: cada parte do rendimento paga a taxa do seu escalão.
  4. Descontam as deduções (saúde, educação, habitação, etc.) e o que já te foi retido durante o ano.
  5. Resultado: ou tens reembolso, ou tens imposto a pagar.

Então, englobo ou não?

Depende da tua situação.

  • Rendimentos mais baixos: englobar pode fazer-te pagar menos.
  • Escalão alto: o melhor costuma ser não englobar e ficar pela taxa fixa.

A melhor forma de decidir é simular as duas hipóteses no Portal das Finanças antes de entregar a declaração. O simulador mostra-te logo qual sai mais barata.

Este artigo é informativo e não substitui o conselho de um contabilista. As regras do IRS mudam de ano para ano: confirma sempre no Portal das Finanças.

Foto por Kuncheek em Pexels.com

Isto é conteúdo educativo e a minha opinião, não é aconselhamento financeiro. Antes de decidires, faz a tua própria pesquisa: investir tem sempre riscos e podes perder dinheiro.

Imagens ilustrativas geradas com IA. Texto meu, com a IA como companheira de escrita. A opinião, essa, é sempre minha.

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